Em seis anos, a área rural saiu de 54,5% para 83,0%. A distância para a cidade, que era de 37,5 pontos em 2016, caiu para 8,5. A curva do campo ainda sobe.
No campo onde agro, mineração e indústria operam, o acesso à internet saltou de metade para mais de quatro quintos da população. A licença para operar passou a se disputar também nas redes.
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Por que este briefing
Pesquisa divulgada em 2 de julho pelo IBGE mostra que 83,0% das pessoas de 10 anos ou mais na área rural usaram internet em 2025, contra 54,5% em 2019. A distância para a área urbana, hoje em 91,5%, caiu para 8,5 pontos.
Para empresas de agro, mineração e indústria, isso amplia onde a operação é comentada: comunidades vizinhas, trabalhadores e produtores locais que se manifestavam em reuniões, audiências públicas ou na conversa local agora também publicam, comparam e respondem, cada vez mais, pelo celular, via internet.
O ritmo é o dado central. Enquanto a área urbana avançou de 83,5% em 2019 para 91,5% em 2025, a rural saltou de 54,5% para 83,0% no mesmo intervalo, quase três vezes o ganho da cidade. A curva do campo ainda sobe, e o acesso se dá quase inteiramente pelo celular: 98,7% dos usuários de internet no país usam o telefone móvel como meio, à frente de televisão (57,8%) e computador (33,4%).
A mesma pesquisa mostra que o campo se conecta sem abandonar as mídias tradicionais. No domicílio rural, o rádio continua em 52,0%, acima da cidade (46,2%), e a parabólica cobre 53,3% dos lares com televisão, contra 16,6% na área urbana. A TV aberta por antena convencional recua no país, de 91,6% em 2022 para 85,8% em 2025, enquanto o streaming pago já alcança 44,4% dos domicílios. Para quem comunica no interior, o digital soma canais sem apagar rádio e televisão, e a mensagem precisa circular em todos ao mesmo tempo.
O IBGE divulgou o módulo TIC da PNAD Contínua em dois blocos. Um mede o uso pessoal, quem acessou a internet nos últimos três meses, e aponta 83,0% na área rural. O outro mede o domicílio, o lar com internet disponível, e chega a 88,0% dos domicílios rurais. Este briefing usa os dois: o de pessoas para falar de quem está conectado, o de domicílios para falar de infraestrutura no campo.
Em seis anos, a área rural saiu de 54,5% para 83,0%. A distância para a cidade, que era de 37,5 pontos em 2016, caiu para 8,5. A curva do campo ainda sobe.
Na média nacional, 90,5% da população de 10 anos ou mais usou internet, o primeiro ano acima dos 90%. O Centro-Oeste lidera com 93,6%. Norte e Nordeste seguem abaixo da média.
O lar rural conecta sem largar rádio e parabólica. O celular ainda falha em 32% dos domicílios do campo. A mensagem precisa circular em todos os canais.
Depois de conversar e trocar mensagens, o usuário usa redes sociais (84,9%) e busca notícia. Banco, compras e serviço público foram as finalidades que mais cresceram, sinal de uma rede que virou ferramenta de decisão, não só de contato.
O uso de internet na área rural passou de 33,8% em 2016 para 83,0% em 2025. No mesmo período, o país saiu de 66,0% para 90,5% e ultrapassou os 90% pela primeira vez. Em relação a 2024, a média nacional subiu 1,3 ponto. O ritmo rural foi o que mais encurtou a distância histórica.
| Ano | Brasil | Urbana | Rural | Distância |
|---|---|---|---|---|
| 2016 | 66,0 | 71,3 | 33,8 | 37,5 pp |
| 2019 | 79,4 | 83,5 | 54,5 | 29,0 pp |
| 2024 | 89,2 | 90,3 | 81,1 | 9,2 pp |
| 2025 | 90,5 | 91,5 | 83,0 | 8,5 pp |
Em números absolutos, 168,7 milhões de pessoas de 10 anos ou mais usaram internet em 2025, de uma população estimada de 186,4 milhões. Fora da rede ficaram 17,7 milhões, ou 9,5%, o menor valor da série. O principal motivo declarado para não usar segue sendo não saber utilizar a internet (44,9%), à frente da falta de necessidade (27,8%).
Mulher à frente, idoso em disparada, escolaridade como divisor.
No país, 91,1% das mulheres usaram internet em 2025, acima dos homens (89,9%). O uso cresce com a idade até o pico entre 20 e 39 anos, acima de 96%, e cai a partir daí. Entre os idosos de 60 anos ou mais, chegou a 74,5%, com a maior expansão de todos os grupos sobre 2024: 4,4 pontos.
O uso sobe até o pico entre 20 e 39 anos e cai depois. A queda mais forte é entre os idosos de 60 anos ou mais (74,5%), que ainda assim foram o grupo que mais cresceu sobre 2024, com alta de 4,4 pontos.
Por cor ou raça, as diferenças são pequenas: 91,3% entre pessoas brancas, 90,0% entre pretas e 89,9% entre pardas. A escolaridade separa mais que a raça: entre quem não tem instrução, o uso fica em 50,1%, ante 97,4% no superior completo. Quando conecta, o brasileiro conecta todo dia: 95,6% dos usuários acessaram de forma habitual, todos os dias.
O público da área rural já está nas redes. A escolha de quem tem operações nestas regiões é ocupar esse espaço com estratégia própria ou deixar que outros definam a reputação da sua marca.
O dado do IBGE descreve um público de agro, mineração e indústria que mudou. Ausência de estratégia digital no interior, hoje, não é neutralidade, é invisibilidade em um espaço onde a reputação já está sendo construída por terceiros.
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Segundo a PNAD Contínua do IBGE, 83,0% das pessoas de 10 anos ou mais na área rural usaram internet em 2025, contra 54,5% em 2019 e 33,8% em 2016. A distância para a área urbana, hoje em 91,5%, caiu para 8,5 pontos percentuais.
São dois indicadores da mesma pesquisa. O uso pessoal mede quem acessou a internet nos últimos três meses: 83,0% na área rural. O acesso por domicílio mede o lar com internet disponível: 88,0% dos domicílios rurais em 2025, contra 95,8% dos urbanos.
Quase inteiramente pelo celular. No país, 98,7% dos usuários de internet acessam pelo telefone móvel. Nos domicílios rurais, a rede móvel celular funciona em 68,0% dos lares, contra 96,1% na área urbana, e o rádio segue presente em 52,0% das casas do campo, acima da média urbana.
Porque comunidades vizinhas, trabalhadores e produtores locais que antes se manifestavam apenas em reuniões, audiências públicas ou na conversa local agora também publicam, comparam e reagem pelo celular. O território das operações deixou de ser um ponto cego de reputação e passou a exigir presença e escuta digital estruturadas.

Por
Thiago Menezes
Diretor de Estratégia e Projetos
Comunicador e jornalista com especialização em Gerenciamento de Projetos. Atuo há mais de 16 anos na interseção entre comunicação corporativa, reputação e gestão, conduzindo projetos para empresas e instituições do agronegócio, mineração, indústria e ESG.
Acredito em comunicação que parte da evidência. Equipes seniores, briefing único, decisões orientadas por dado. É essa a tese que sustenta a Novo Mundo.
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